2 de Fevereiro – Dia Mundial das Zonas Húmidas
A Convenção sobre Zonas Húmidas assinada em 1971 (em Ramsar no Irão) é um tratado inter-governamental que estabelece medidas de protecção através de acção nacional e cooperação internacional tendo como objectivo, conservar e usar adequadamente as zonas húmidas e os seus recursos. As aves (ecologicamente dependentes das zonas húmidas) estão reconhecidas como um recurso internacional dado que as suas migrações periódicas atravessam fronteiras. Desde 1997 que se celebra o dia mundial das zonas húmidas.
As zonas húmidas são definidas na Convenção de Ramsar como áreas de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce salobra ou salgada, incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa, sendo reconhecidas como áreas reguladoras dos regimes de água e habitats de flora e fauna características, especialmente de aves aquáticas.
As zonas húmidas desempenham um papel regulador fundamental em termos do ciclo hidrológico: ao permitirem a deposição de sedimentos e nutrientes (como o fósforo e o azoto), transportados pela água, e a sua acumulação ou incorporação na vegetação residente, estas zonas tornam os ecossistemas húmidos bastante produtivos, competindo com os sistemas agrícolas intensivos e controlando cheias e inundações.
Curiosidades:
Em Portugal foram identificadas 49 zonas húmidas, estando alguma delas classificadas como sitios Ramsar. Algumas das zonas húmidas mais conhecidas são: Estuário do Tejo, Ria Formosa, Lagoa de Santo André, Salinas do Samouco, Sapal de Corroios e Sapal de Coina entre tantos outros.


